O ser luz em meio às trevas se inicia com o temor a Deus.
Muitos entendem o temor como obedecer a Deus por ter medo Dele, e o raciocínio não é esse.
Temer a Deus significa amá-lo tanto a ponto de não querer desapontá-lo.
Judite é conhecida por ser temente a Deus.
Desde muito nova e isso se deve ao fato de ter um relacionamento com Deus desde sempre. Imagino o quão lindo e satisfatório é alguém dizer o nosso nome e o ouvinte recordar: “Ah sim, conheço ele (a)! Essa pessoa é temente a Deus!” Imagine a alegria de ser reconhecido(a) por isso!
O temor de Judite fez com que ela permanecesse firme mesmo diante da morte de seu marido, ela também sabedoria para entender que era necessário discernir de fato o que Deus queria dizer, como queria realizar e, acima de tudo, se Ele não realizasse nada, ainda continuaria sendo Deus.
Judite foi uma viúva por muito tempo “escondida” do povo de Deus, mas sempre temente ao Senhor e a sua voz. Assim, quando precisou interceder pelo povo diante do rei, o próprio Deus concedeu a ela coragem e sabedoria para fazer isso. A Bíblia também menciona sobre sua beleza, e quantas vezes não buscamos de fato ser bonitas(os)?! Mas a beleza de Judite não era fruto de algo externo, mas sim da confiança extrema que tinha em Deus, uma beleza diferenciada, de uma pessoa dotada de sabedoria, e não algo meramente estético.
A Bíblia relata que Judite orou a Deus e, a partir disso, tudo se transformou até que ela chegou ao rei para interceder por seu povo (e no final, a intercessão deu certo, pois foi guiada por Deus).
Ser luz do mundo começa na intimidade e amizade com Jesus. É nesse local e momento que o nosso coração, nossa mente e atitude são transformados e somos chamados a sair para “fora”, isso é resplandecer em nossa face, nos permitindo ser “sal da terra e luz do mundo” e, assim, exalamos o perfume de Deus.
Isso me faz também recordar de uma situação que é narrada no livro de Ester.
Quando Ester chegou diante do rei para interceder por seu povo, era possível ver beleza e ira resplandecer na face do rei. Tem ideia do que seria isso? Imagine perceber que uma pessoa está brava só de observar o seu semblante ou pelo tom de sua voz.
E quando Ester chegou (ela havia orado a Deus e estava jejuando com suas servas por três dias), Deus transformou o coração irado do rei em um coração manso. Isso me fez refletir que o local secreto e a vida de oração nos enche da luz e do cheiro de Deus, e esse perfume é exalado quando saímos para fora! É preciso que tenhamos tempo de qualidade com Deus!
Mayara Lopes
Engajada da Comunidade Católica Pantokrator



