Conhecer a própria identidade é algo essencial ao ser humano.
Inevitavelmente todos nós um dia nos perguntamos: quem sou?
Pergunta aparentemente simples, mas tão profunda e complexa.
Ansiamos por saber a resposta desta pergunta e fazer dela uma verdade, um consolo e um sentido de vida.
Descobrir nossa identidade leva-nos ao autoconhecimento que ajuda-nos a relacionarmos de forma frutuosa com Deus, com os outros e conosco mesmos.
Deus me sonhou de forma única, coesa e inteira.
Deus te sonhou de forma única, coesa e inteira.
Nascemos homem ou mulher e dentro da nossa identidade está guardada nossa sexualidade, aptidões, vocações, a maneira como pensamos e sentimos e nossas missões de vida.
Qual é a minha identidade?
Fui criada por Deus, desejada por Deus desde toda eternidade! Eu creio nisso!
Você também foi criado e desejado por Deus desde toda eternidade. Creia nisso!
Fui criada para ser mulher, batizada, consagrada no carisma El Shaddai Pantokrator testemunhando com minha vida e com o nada que sou o TUDO que Deus é.
Quando reflito sobre minha identidade o primeiro ponto que surge em minha mente é que o autoconhecimento me leva a conhecer Deus porque minha alma tem sede de Deus. Uma sede que somente Ele pode saciar.
Todos nós temos! Tua alma também clama por Deus. E somente Ele pode ocupar esse pedaço do seu coração que a Ele pertence e saciar a tua alma.
Quanto mais me conheço mais sou capacitada para fazer experiências de Deus.
Quanto mais me conheço e assumo a minha identidade, mas livre sou para acolher a vontade de Deus para minha vida e existência.
Não há missão sem identidade.
Não há vocação sem identidade.
Não há santidade sem identidade.
Não há conversão verdadeira sem identidade.
Conheça a ti mesmo e conheceras a potência de Deus que habita em você.
Ao conhecer minha identidade, conheço minhas fraquezas e fortalezas. Com isso, a graça de Deus pode ser melhor acolhida e empregada porque sei quem sou, sei das minhas intenções e motivações, sei das necessidades, das minhas lutas e vida.
Tem tanta gente que não se conhece, tanta gente confusa a respeito de seus sentimentos e necessidades.
Buscar conhecer-se é essencial a todo ser humano, a todo filho e filha de Deus.
Conhecer-se leva-nos a reconhecer-nos profundamente amados e desejados por Deus.
Ideologias destrutivas e confusas
O demônio semeia mentiras, confusões e desinformações.
É no engano e na ignorância que o mal pode ser estabelecido e vir a ter algum triunfo mesmo que seja num espaço de tempo determinado. Infelizmente, algumas ideologias existentes na nossa atualidade são maléficas na medida em que são tão descabidas, incoerentes e principalmente contrárias aos ensinamentos de Deus.
Algumas ideologias destroem a identidade humana reduzindo-a a racionalidade, ao instinto animalesco acarretando uma constante desconfiguração do sagrado, do transcendental e eterno.
Ocasionalmente a prepotência humana deseja “criar” e/ou “recriar” a perfeição que já fora criada por Deus gerando conceitos, modismos e ideologias (políticas, sociais e sexuais) que deturpam, confundem e empobrecem a existência humana ferindo de forma profunda a dignidade e alma dos filhos de Deus.
Muitas dessas ideologias desfocam-nos da nossa essência, da imortalidade corrompendo nossa pureza afastam-nos da nossa santidade. Tem como objetivo lançar-nos numa jornada de confusão, dúvidas, inseguranças e contradições porque são contrários aos nossos valores, culturas e senso íntimo do que é correto.
Você já passou pela situação onde viu ou ouviu algo que te causou tamanho assombro ou estranheza como se seu âmago estivesse lhe avisando que há algo muito errado ou incoerente? Então, no fundo, bem no fundo da alma sabemos quando há algo errado ou que fere nossa essência.
Infelizmente, vivemos num tempo onde cada vez mais surgem essas demagogias, ideologias que destroem, roubam e/ou ferem nossa essência e identidade criada e dada por Deus.
Precisamos estar atentos a esses enganos não permitindo que elas alcancem nossos corações.
“Eu sou o que Deus pensa de mim” (Santa Teresinha do Menino Jesus)
Santa Teresinha do Menino Jesus falava com muita propriedade essa frase: “Eu sou o que Deus pensa de mim”. Que conhecimento de si mesma ela tinha ao ponto de fazer tal afirmação de forma tão direta o objetiva.
Qual grau de intimidade com Deus ela tinha a ponto de conhecer-se tão bem e permitir que através de suas fraquezas, misérias e NADA ela tocasse Deus e se deixasse ser tão amada por Ele? Que maravilha ver nela e em todos os santos a magnanimidade da identidade humana que centrada em Deus é curada, transformada e convertida ao ponto de “assemelhar-se” a Cristo. Assemelhar-se a Cristo de que forma?
Em Gálatas 2, 20 temos: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”.
Quanto mais deixo-me ser moldada por Deus, mais vou de fato me tornando o que Deus pensa de mim e consequentemente não sou eu mais quem vive e sim Cristo porque estamos unidos com os mesmos sonhos, ideias e vontades.
Quanto mais Deus me liberta dos meus egoísmos, “achismos” e “ismos” mais livre e feliz sou… Mais eu sou o que sou diante de Deus. Mais minha essência e identidade floresce e frutifica.
Que sejamos ousados como os santos na busca do autoconhecimento e de uma identidade santa, pura e saudável!
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
São José, valei-nos!
São João Paulo, rogai por nós!
Márcia Correa
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator



