No ano de 2016, o Papa Francisco elevou aos altares a Santa Madre Teresa de Calcutá. Uma mulher decidida e dedicada que amando a Cristo nos pobres e mais necessitados, fundou a obra das Missionárias da Caridade. Sua congregação tem casas espalhadas pelo mundo e o número de vocações cada vez mais crescente.
O que podemos aprender com uma santa simples que viveu a milhares de quilômetros de nós? Hoje quero destacar três valiosos ensinamentos dessa Santa que muito amou e viveu com radicalidade o evangelho de Cristo.
“Não espere por líderes; faça você mesmo, pessoa a pessoa.”
“Sou um lápis na mão de Deus”: foi com essa frase que Santa Madre Teresa definiu sua missão, simples assim.
Nas favelas de Calcutá, no início de seu apostolado, ela não contava com estruturas, apenas com seu desejo de responder ao chamado do Senhor, de amáLo nos pobres. Sem renda, sem um local adequado, na simplicidade, ela foi dia a dia semeando o amor, catequizando com a sua vida, com sua vivência.
Olhar para isso é um convite para que nós não limitemos nossa ação por falta de estrutura ou do momento certo, do recurso ou o que quer que seja. Simplificar e agir com simplicidade colocando a caridade em movimento.
“Não podemos todos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com grande amor.”
Algo muito marcante na história de Santa Madre Teresa de Calcutá é o zelo, o amor com a qual ela realizava qualquer tarefa, especialmente as mais simples e que aos olhos de muitos seriam insignificantes.
Fundar a ordem das Missionárias da Caridade, ganhar um Nobel, são coisas grandiosas. Mas, resultado de um amor pequeno e constante, alegre e vivo, com os quais Santa Madre Teresa executava as tarefas rotineiras da vida. E assim, ela nos ensina como devemos proceder nessa caminhada cotidiana.
Amar nas pequenas coisas, dar um sorriso, uma palavra amiga, um gesto de generosidade; não devemos esperar ocasiões perfeitas de amar e nem que as pessoas se tornem amáveis para receber amor.
Santa Madre Teresa, ao amar e cuidar dos pobres e moribundos nas favelas de Calcutá e no mundo todo por meio de sua ordem, torna real e concreto o que C.K. Chesterton dizia: “As pessoas precisam ser amadas antes de se tornarem amáveis”.
Fidelidade Incondicional a Deus e à Igreja
Santa Madre Teresa, quando sentiu o chamado para o trabalho com os pobres, imediatamente fez o que sempre foi o sustento da sua vida: buscou na oração respostas. Comunicou à sua superiora que o Senhor a havia chamado “numa vocação dentro da vocação”. Submeteu seu discernimento às autoridades eclesiásticas e mesmo com a urgência de realizar a obra, aguardou pacientemente, sempre em oração, a resposta e autorização da Igreja, que reconheceu ser um chamado verdadeiro e concedeu a Madre Teresa a benção de envio para missão nas favelas de Calcutá.
Vemos aí o grande ensinamento dessa santa: ser fiel a Deus e a Igreja, que é uma autoridade constituída pelo Senhor. Em meio a tantas divisões e atentados contra a Igreja, essa postura da Santa Madre Teresa se faz cada vez mais atual e necessária, nos mostrando que quem decide obedecer e seguir fiel, não erra.
Ainda cabe um último destaque sobre essa grande santa: ela fez a sua parte, fez o que tinha de ser feito e dizia: “O que eu faço é uma gota no oceano. Mas sem ela, o oceano seria menor.” Diante disso, podemos nos perguntar “o quê posso fazer hoje para tornar o mundo melhor?”
Meus irmãos, sigamos os ensinamentos de Santa Madre Teresa e não tenhamos medo de amar nos pequenos gestos e ser simples e surpreendentes no amor.
Que o Bom Deus nos abençoe!
Fernanda Guardia
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator



