Como a distração nos afasta de Deus

Como a distração nos afasta de Deus

O verbo distrair tem como significado desviar a atenção, entreter e divertir.

Diversão e entretenimento são o que mundo mais nos oferta.
Desejos na palma da mão que são atendidos por um simples “click”. 

Com o deslizar de tela adquirimos “distrações prazerosas”: a série recém-lançada na rede, o alimento preparado com ingredientes raros, objetos que prometem limpeza prática e ágil, suplementos que podem cuidar da saúde e assim dentre vários outros milhares de estímulos para o consumismo. 

Tudo rápido, fácil, simples e com mínimo esforço.
Nosso corpo e nossa mente recebem a recompensa, o bem estar de maneira imediata, reforços prazerosos sem muita exigência e burocracia. 

É nesse cenário agitado e barulhento que estamos inseridos.

Como aprender a silenciar a mente, corpo e coração para escutar a voz de Deus?

A resposta está na oração!

Sim, sem oração não adentramos na intimidade com Ele. 

Penso nesse exemplo: estar em um local barulhento e tentar dialogar com uma pessoa. Difícil compreender e interagir. Chega um determinado momento que desistimos da conversa, sem possibilidade de trocas de experiências. O barulho sobrepõe ao assunto e é finalizado o canal de comunicação. 

Sem calmaria e tranquilidade, não somos capazes nem de escutar e sentir a própria necessidade. Sem reconhecimento, como podemos elevar nossos pedidos a Deus? 

A busca por uma pausa, um momento de silêncio, centraliza-nos e atualiza-nos para nossa realidade e necessidade. 

Rezar tem esse significado: esvaziar dos agitos, estímulos externos e fixar o pensamento e o coração em Deus. 

Entregar a fraqueza, a miséria e pedir a graça para que o Espírito Santo abra a nossa mente são a limpeza do canal de comunicação. 

Recentemente, aprendi em minha formação a “experiência do nada”: quando me reconheço incapaz diante de uma situação é ali no meu “zero/nada” que escuto a voz de Deus. E a partir disso Deus vai trabalhando seus desígnios em minha vida. Ou seja, na minha distração, nas fraquezas de meu dia a dia, reconheço minhas limitações de iniciar uma boa e profunda oração. Com essa entrega e submissão, Deus tem misericórdia e me acolhe. 

Começo a compreender um pouquinho mais sobre como o “meu nada” se transforma em abundância.

Jesus nos deseja independente de como e onde estamos: se no agito, no barulho, nos prazeres mundanos. Basta apenas dar nosso “sim” e estender nossos braços. 

Gratidão ao Carisma Pantokrator que me auxilia nos conhecimentos do céu e me centraliza na busca da santidade. 

Angélica Chiba Maeda Ushirohira
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator 

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