Viver na graça divina. O que isso significa? Podemos dizer que é um dom divino e uma necessidade humana. No entanto, viver na graça divina não é algo abstrato ou teórico, mas é algo que se dá na concretude da vida. Você tem feito essa experiência? Como cristão(ã), você tem vivido na graça ou “sem graça”? Já refletiu sobre isso?
A graça divina
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “A graça de Cristo é dom gratuito que Deus nos faz da sua vida, infundida pelo Espírito Santo na nossa alma para a curar do pecado e a santificar. É a graça santificante ou deificante, recebida no Batismo. É, em nós, a nascente da obra de santificação” (CIC 1999).
A graça divina opera em dois sentidos. Ela brota de Deus sentido a nós para que sejamos capazes de conhecê-lO e saber-nos amados por Ele. E, por outro lado, é essa mesma graça que nos capacita a amá-lO e a segui-lO por meio de uma vida de santidade rumo à eternidade. “A graça é o favor, o socorro gratuito que Deus nos dá, a fim de respondermos ao seu chamamento para nos tornarmos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina e da vida eterna” (CIC 1996).
É a graça que nos faz capazes de Deus. “A graça é, antes de tudo e principalmente, o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica” (CIC 2003).
Viver na graça
Para que vivamos na graça, a vida de oração diária e constante é essencial. É através dela que crescemos em intimidade em nosso relacionamento com Deus. Assim, vamos aprendendo a reconhecer as manifestações da graça divina em nossas vidas. Também é fundamental buscar os Sacramentos com frequência, principalmente, a Confissão e a Comunhão.
É necessário estarmos abertos à graça divina. Clame o Espírito Santo, seja no momento da sua oração ou em qualquer outro momento do seu dia. Ele é o “dedo de Deus”, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, Aquele que, por excelência, opera a graça em nós!
Sendo cristãos, não podemos viver como pessoas que não têm fé, mas precisamos crer na graça divina, tomar posse dela e nos alimentar dela. Embora passemos por situações muito difíceis e, aparentemente, impossíveis, a graça de Deus é real, oportuna e operante. Não caíamos em desespero, como se Deus não existisse. A graça de Deus permanece sempre conosco, mesmo quando Deus parece não agir ou Se manifestar. “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios” (Rm 8,28).
Cultivemos no mais íntimo de nós mesmos um desejo ardente pelo Céu, não vivamos meramente na terra. Creia! Confie! Louve! Alegre-se na presença de Deus! Viva na graça!
“Sendo, como é, de ordem sobrenatural, a graça escapa nossa experiência e só pode ser conhecida pela fé. Não podemos, pois, basear-nos nos nossos sentimentos nem nas nossas obras, para daí concluirmos que estamos justificados e salvos. No entanto, segundo a palavra do Senhor, que diz: ‘Pelos seus frutos os conhecereis’ (Mt 7, 20), a consideração dos benefícios de Deus na nossa vida e na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior e a uma atitude de pobreza confiante” (CIC 2005).
A graça do Senhor Jesus esteja com todos! (Ap 20, 21)
Que o Bom Deus nos abençoe!
Adriane Mega Luz
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator.



