Geleira do tempo

Vez ou outra os compositores de música secular fazem alguns versos muito bons sobre o amor. É o caso da Ana Caetano, que compôs a música Geleira do tempo. No texto de hoje, vamos analisar a seguinte estrofe da música: 

“E quando eu tento decifrar eu vejo

Qual o tamanho desse sentimento

Adormecido e preservado

Nessa geleira do tempo

Cada minuto que eu te vejo é pouco

Pra esse amor (vontade) que explode aqui dentro”

A música fala desse amor que sempre existiu e continua vivo e intenso até que finalmente é correspondido. Quando falamos do primeiro encontro com Cristo, do Primeiro Amor, é justamente isso que acontece. De alguma forma havia algo em nós que ecoava em busca desse Amor. Estava adormecido e preservado até que encontrou o momento oportuno de sua manifestação.

Meus amigos, que manifestação intensa e poderosa, de fato “cada minuto que O vemos é pouco, pra essa vontade que EXPLODE aqui dentro”!

A força desse amor é avassaladora, de maneira que deixamos tudo por Ele. Toda nossa vida velha que não condiz com esse Amor. Abrimos espaço no coração e na vida para Ele. Todos os dias parecem mais coloridos. Que sublime Amor!

 

O amor é mais forte do que a morte” (Ct. 8,6)

A vida acontece e tantas são as vezes que nos distanciamos dessa experiência que parece que nem foi verdade ou que era coisa de momento. Mas a verdade é que o Amor de Deus, diferentemente de nosso amor humano tão limitado, é um Amor Vivo e Operante.

Em Jeremias 31,3, temos uma prova disso quando o Senhor fala ao profeta: “Eu te amei com amor eterno, por isso conservei para ti o amor. Se hoje você se vê distante desse amor ou nunca fez essa experiência, peça ajuda ao Espírito Santo para que descongele e reavive esse amor eterno do Deus poderoso que é presente contigo.

Na música que trouxe no começo deste texto, uma pessoa está à espera da outra; para nossa vivência de cristão católicos é o próprio Deus quem está à  nossa espera “Eu te amei com amor eterno e por isso conservei para ti o amor”. Não tenha medo de ser conquistado, de render-se a esse Amor. Não tenha um coração desatento. Até quando ficarás solitário, desenganado com a vida, vítima dos amores efêmeros? 

Seja como for, nunca é tarde para voltar para casa do Amor. Enquanto houver vida pulsando em seu coração haverá tempo para voltar, mas não espere até que seja tarde demais. Como diz Santo Agostinho “Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba”, o Amor de Deus é eterno, mas nossa chance de viver esse amor não é.

Que Nossa Senhora nos guie e cuide para que possamos viver inflamados com esse Amor que é Vivo e Operante.

Até a próxima, que o Bom Deus os abençoe!

Fernanda Guardia

Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

Tags:

  ●    ●    ●    ●    ●    ●    ●    ●    ●  

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Faça a sua doação e ajude a manter a nossa comunidade ativa e próspera

Conteúdos Relacionados

Ao continuar a navegar ou clicar em "Aceitar todos os cookies", você concorda com o armazenamento de cookies próprios e de terceiros em seu dispositivo para aprimorar a navegação no site, analisar o uso do site e auxiliar em nossos esforços de marketing.
Políticas de Cookies
Configurações de Cookies
Aceitar todos Cookies
Ao continuar a navegar ou clicar em "Aceitar todos os cookies", você concorda com o armazenamento de cookies próprios e de terceiros em seu dispositivo para aprimorar a navegação no site, analisar o uso do site e auxiliar em nossos esforços de marketing.
Políticas de Cookies
Configurações de Cookies
Aceitar todos Cookies