Católico no mundo: santidade cotidiana

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Alguma vez você já se perguntou qual a sua relevância no mundo?

Eu, muitas vezes, reflito sobre como posso ser útil a Deus e às pessoas. Estes dias obtive uma resposta: com o amor

De fato, como diz o poema de São João Paulo II: “o amor me explicou tudo”. Este também é o fim de muitos questionamentos filosóficos: “De onde viemos”, “para onde vamos”, “qual o sentido da vida”… Este é o elemento essencial de nossa existência. Uma vida sem conhecer o amor é uma vida sem conhecer a Deus; é Ele que nos preenche e para onde todos os nossos desejos apontam.

“O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se o não torna algo seu próprio, se nele não participa vivamente. E por isto precisamente Cristo Redentor, como já foi dito acima, revela plenamente o homem ao próprio homem.”

Encíclica Redemptor Hominis de São João Paulo II

Deus nos criou à sua imagem e semelhança, isso significa que somos espelho do amor, temos dons a serem derramados pelos outros, nossa própria vida pode se tornar canal de graça para tudo que nos cerca.

Afetos, relacionamentos, trabalho, estudos, o uso da nossa inteligência, a busca do desenvolvimento científico, moral e tecnológico. As diversas funções que o homem desempenha tornam-se expressões de amor que podemos dar quando o fazemos com intencionalidade e com um coração que habita em Deus.

Nós, como católicos, devemos sempre ter isso em mente: exercer nosso papel no mundo sendo sinal de santidade e fonte deste amor, pois é dele que nos alimentamos e, ao mesmo tempo, devemos nós mesmos dar-nos de alimentos pelos outros.

O pecado, as correrias do dia a dia, nossas dificuldades e modos de ser podem, em algum momento, não ir ao encontro daquilo que sabemos ser correto, mas devemos persistir, esta é a nossa missão: da infância à velhice, da escola ao escritório, todos os lugares são lugares para testemunharmos Deus e Sua bondade.

“Um segredo em voz alta: estas crises mundiais são crises de santos.

Deus quer um punhado de homens ‘seus’ em cada atividade humana”.

Texto pertencente ao ponto 301 do livro “Caminho” – São José Maria Escrivá

Viemos aqui neste mundo, como novos Cristos, para amar ao próximo com o amor divino. Para isso, há um caminho profundo que se inicia de dentro para fora, o caminho da conversão, que exige responsabilidade sobre si e confiança na misericórdia de Deus sobre nós. Na busca de Deus, transformamos a nós mesmos e como parte de uma sociedade, podemos fazer a diferença, mostrar que há em Deus a alegria verdadeira e que é possível viver no mundo sem ser do mundo, mas sim de Deus.

                                       Lucas Nixon. 

Postulante da Comunidade Catolica Pantokrator           

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