Os sinos já nos avisam: dezembro, o mês das “metas”, chegou!

Quem aí já consegue ouvir os sinos natalinos? E, mais uma vez, mal piscamos e já chegamos a mais um final de ano. E, com ele, adentramos uma atmosfera tão própria deste mês, por muitos tão esperado! O mês das inúmeras luzes, dos artigos de decoração e das tantas confraternizações é também o mês que traz consigo o encerramento de ciclos, a concretização de projetos e, claro, as metas para o ano que em breve se iniciará.
O mês de dezembro é diferente dos outros… tem um aspecto próprio, um brilho especial. Há quem diga que vivemos um ano inteiro dentro deste único mês, e isso acontece porque sentimos um desejo especial pelas mudanças. No fundo, queremos que o nosso próximo ano seja distinto daquilo que vivemos nestes onze meses anteriores. E aqui surgem os mil projetos, tais como:

  1. Parar de fumar
  2. Fazer exercícios físicos
  3. Economizar mais
  4. Perder peso
  5. Aprender uma nova língua
  6. Viajar para um lugar diferente
  7. Crescer profissionalmente
  8. Namorar, casar ou ter filhos
  9. Passar mais tempo com os entes queridos
  10. Ser uma pessoa melhor

Poderíamos pensar, ainda, em uma infinidade de coisas que deixamos passar nestes últimos tempos – às vezes sem percebermos. Mas o brilho de dezembro nos motiva a abrir aquele baú empoeirado e reaver as antigas disposições.

Quem nunca fez uma lista de metas?

Quem nunca, ao término de um ano, não parou para tomar nota dos tantos projetos e sonhos que anseia realizar? Algumas das metas são curtas e objetivas; outras parecem até uma lista telefônica! E qual o problema das nossas listinhas? Qual o problema de sonhar com possibilidades?
Não há nenhum problema, meu querido leitor! O ser humano possui um impulso que o leva a sempre querer melhorar – e isso é bom! Basta olhar para uma criança: ela primeiro aprende a se levantar, apoiada em algo; depois, fica inquieta em querer dar os primeiros passos; insatisfeita com isso, quer a aprender a correr, depois dançar e até a voar!
Do mesmo modo, todos nós temos um desejo de crescer, de melhorar. Aliás, esta pessoa que vos escreve é a rainha das metas, de tantas que já fiz no decorrer destes meus 30 anos… Meu objetivo aqui não é atacar os propósitos de Ano-Novo. O intuito deste texto é somente dar uma nova visão do que podemos escrever em nossa famosa listinha. Se você me permitir, eu quero sugerir um tópico para sua lista. Aliás – e me desculpe pelo atrevimento –, quero sugerir o tópico principal.

O “número 1” de todas as listas

Desde que mundo é mundo, é basicamente impossível alguém conseguir viver sozinho. Até a pessoa mais introspectiva tem ao seu lado alguém que pode chamar de amiga. Somos seres humanos e, como tais, possuímos a necessidade de estar em comunhão com outras pessoas.
O final de ano nos traz à memória os tantos momentos que vivemos ao lado de pessoas que nos são tão queridas! Afinal, quantos momentos nós vivemos ao lado dos nossos amigos… Quantos não foram os momentos, mesmo os de profunda tristeza, que tivemos ao nosso lado alguém para nos lembrar que não estávamos sós, que tínhamos alguém para contar.
Mas todos os amigos – mesmo os melhores e os mais divertidos – não conseguem superar uma pessoa específica. De acordo com os matemáticos, o ano possui cerca de 525.600 minutos – e esta pessoa te acompanhou em cada um deles. É alguém que esteve com você nos momentos mais felizes, como também nos momentos mais tristes. Esteve perto enquanto você era rodeada de multidões, bem como nos momentos de abandono e solidão.
Talvez seja o momento de inserirmos esta pessoa na nossa lista de propósitos. Talvez seja o momento de fazermos a nossa parte e investirmos nesta amizade tão pura e verdadeira, que tantas vezes passa despercebida na correria cotidiana. Portanto, eu ficaria imensamente satisfeita se você anotasse aí, no início da sua listinha:

  1. Fazer amizade (ou crescer em amizade) com Jesus.

“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai” (João 15,15).

Nosso Senhor – o Rei do Universo! – quer iniciar o Ano-Novo no seu círculo íntimo de amizades, meu querido leitor. Não nos esqueçamos que a amizade envolve sempre uma troca, uma reciprocidade. Se o amor e o bem parte de somente um dos lados, não existe verdadeira amizade. E Deus já tem feito a parte Dele…
Nós podemos ter uma infinidade de metas em nossa lista, e não há problema algum nisso. Mas não podemos deixar de ter como “top 1” o propósito de buscar, dia após dia, estarmos mais intimamente ligados ao Senhor – que nos presenteia com a vida e com o Espírito Santo.
Que possamos encerrar o ano com o coração verdadeiramente grato por termos chegado a mais um dezembro, sempre na esperança de que o próximo ano nos conduza para mais perto da santidade sonhada pelo Altíssimo.

Que Deus nos abençoe em mais um final de ano.

Angélica Baruchi Libório
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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