Quem não se recorda de um conselho de mãe. As palavras acertadas saltam à mente e têm o poder em muitas das nossas decisões. Por outro lado, uma palavra “maldita”, pode marcar uma pessoa para o resto da vida. Seja na infância ou na fase adulta, uma orientação sábia muda os destinos. No livro de Provérbios, temos os seguintes conselhos bíblicos: “Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não há de se afastar” (Pr. 31,26); “Abre a boca com sabedoria, amáveis instruções surgem de sua língua”(Pr 31,26).
O Poder da Palavra
E esse poder é dado por Deus a toda mãe. Quando Deus constituiu a mulher, a dotou dessa graça espiritual de acolhida, disponibilidade afetiva e amor incondicional. A mãe colabora com a obra criadora divina e carrega em seu seio o dom de Deus.
E não só isso, tanto o pai, como a mãe devem conduzir os seus filhos aos verdadeiros valores cristãos e a fortaleza da fé.
A graça do sacramento
“Pela graça do sacramento do matrimônio, os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos. Desde tenra idade devem iniciá-los nos mistérios da fé, de que são os «primeiros arautos». Hão de associá-los, desde a sua primeira infância, à vida da Igreja. A maneira como se vive em família pode alimentar as disposições afetivas, que durante toda a vida permanecem como autêntico preâmbulo e esteio duma fé viva.” (CIC 2225).
Porta-voz da vontade de Deus
A Virgem Santíssima é o nosso modelo de mãe. “A Mãe de Cristo apresenta-se diante dos homens como porta-voz da vontade do Filho, como quem indica aquelas exigências que devem ser satisfeitas, para que possa manifestar-se o poder salvífico do Messias. Em Caná, graças à intercessão de Maria e à obediência dos servos, Jesus dá início à «sua hora». Em Caná, Maria aparece como quem acredita em Jesus: a sua fé provoca da parte dele o primeiro «milagre» e contribui para suscitar a fé dos discípulos.”¹
Precisamos a exemplo de Maria, ser porta-voz do Senhor, com palavras que edificam, encorajam, exortam e que conduzem os filhos ao Filho, Jesus Cristo. A mãe deve ser a primeira discípula, aquela que guarda todas as coisas no coração. Aquela que se deixa conduzir pelo Espírito Santo de Deus, buscando nele o transbordar dos dons, tais como sabedoria, entendimento e fortaleza
Com palavras e ações
E falando da força das palavras recordamos o testemunho da mãe de 7 filhos que enfrentou o martírio. Sua história é relatada no livro de Macabeus: “Particularmente admirável e digna de elogios foi a mãe que viu perecer seus sete filhos no espaço de um só dia e o suportou com heroísmo, porque sua esperança repousava no Senhor. Ela exortava a cada um no seu idioma materno e, cheia de nobres sentimentos, com uma coragem varonil, ela realçava seu temperamento de mulher”. (2 Mc 7, 20-21)
O poder das palavras da mãe em Macabeus estava alicerçado na confiança em Deus. E isso, é um exemplo para nós. As mães só terão palavras sábias e acertadas se estiverem ligadas à fonte que é Cristo. Não são palavras humanas que convencem, mas é a graça de Deus que age através da maternidade.
Andressa Silva
Consagrada da Comunidade Pantokrator



