Turistas brasileiros não encontram vagas em voos para deixar Egito

Turistas brasileiros estão com dificuldades para deixar o Egito antes da data marcada para a sua saída. Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores, esses turistas não estão encontrando vagas nos voos. Aqueles que estão deixando o país em data previamente marcada não têm encontrado problemas.

Segundo o ministério, não há uma estimativa de quantos turistas brasileiros estão no Egito. A embaixada sabe que há cerca de 100 brasileiros vivendo no Cairo, capital do país, a maioria mulheres casadas com egípcios.

Sindicatos egípcios convocaram greve geral para hoje (31) para pressionar pela renúncia do presidente Hosni Mubarak, em meio aos mais intensos protestos no país em três décadas. A greve foi convocada nas cidades do Cairo, de Alexandria, Suez e Port Said. O governo anunciou a ampliação do toque de recolher até as 8h (4h em Brasília) desta terça-feira, de acordo com informações da BBC Brasil. Inicialmente, o toque de recolher deveria terminar no domingo (30).

Segundo a oposição, os protestos vão continuar até que haja uma ampla reforma política e econômica no Egito. Os manifestantes dizem aceitar um governo de transição e querem a convocação de eleições diretas e transparentes. Na área econômica, querem medidas para combater o desemprego e incentivar a economia.

Cerca de 50 mil manifestantes continuavam reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo, na manhã desta segunda-feira, cercados por tanques do Exército e desafiando o toque de recolher imposto pelo governo. Os militares estão evitando atacar os manifestantes.

Em alguns bairros do Cairo e de outras cidades, moradores montaram barricadas, armados com bastões e facões para proteger de saques e vandalismo.

Desde a última terça-feira (25), várias organizações populares estão a frente dos protestos no Egito. Eles querem a renúncia do presidente Hosni Mubarak, que está no poder há mais de 30 anos. Estimam-se que cerca de 100 pessoas morreram e 2 mil foram feridas durante confrontos entre os manifestantes, a polícia e o Exército.

Agência Brasil

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