Papa recebe novos embaixadores da Coreia do Sul e da Romênia

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 21-10-2010, Gaudium Press) O Papa recebeu na manhã desta quinta-feira no Vaticano dois novos embaixadores junto a Santa Sé, da Coreia do Sul e da Romênia, para a apresentação de suas cartas credenciais.

O primeiro a ser recebido pelo pontífice foi o novo embaixador coreano, Han Hong-Soon. A Coreia do Sul pode ser um dos próximos países visitados por Bento XVI no próximo ano, possibilidade que foi abordada também no encontro de hoje. Ao fim de seu discurso, o embaixador Hong-Soon disse ao Papa que os coreanos estão “ansiosos por conhecer Vossa Santidade” em sua terra.

Bento XVI enfocou suas palavras ao novo embaixador na Missão Católica com relação à política e às sociedades modernas. Disse que a Igreja Católica tem o direito de ter um papel caritativo, educativo e público na sociedade enquanto proclama a verdade do Evangelho. Essa missão ajuda a superar “o pragmatismo estreito e interesses partidários que frequentemente condicionam escolhas políticas”. O Papa recordou ainda o “irredutível compromisso” da Igreja como defensora da vida humana em cada estágio e também da estabilidade da família.

Bento XVI destacou as boas relações diplomáticas existentes entre a Santa Sé e a República da Coreia e o rápido crescimento econômico do país. “Eu garanto que a Igreja Católica na Coreia está pronta e ansiosa para trabalhar com o governo enquanto procura promomver esses objetivos irrenunciáveis”, sublinhou o pontífice. Objetivos como o crescimento econômico, a promoção da paz e a estabilidade da península em direção a uma “civilização do amor”.
Romênia

Ao novo embaixador da Romênia, Bogdan Tataru-Cazaban, recebido logo em seguida, o Papa fez um convite para que o país administre a complexidade crescente da sociedade atual e seu desenvolvimento econômico com “três virtudes essenciais: integridade, honestidade e retidão”.

Bento XVI destacou que a Romênia passa por um período ainda de reconstrução e cura após décadas sob o autoritarismo de governos ditatoriais e que a entrada do país na União Europeia “sinaliza uma nova etapa na busca de uma democratização autêntica”. O pontífice alertou, no entanto, que essa busca não deve estar baseada apenas na procura do bem-estar e do lucro, compreensível após anos de privação, mas também nos valores espirituais e do Evangelho e nas três virtudes citadas acima.

O pontífice encorajou o país a um autêntico diálogo entre o Estado e os “diferentes responsáveis religiosos” e também ressaltou o empenho dos últimos governos em estabelecer laços estáveis com a Santa Sé, após a retomada, há 20 anos, das relações diplomáticas entre as partes.

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