Os cristãos são chamados a uma vida harmônica e coerente, diz o Papa na audiência geral

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 09-02-2011, Gaudium Press) Sacerdote jesuíta alemão, doutor da Igreja e um dos “pais” do Catecismo. Este foi São Pedro Canísio, sobre quem o Papa Bento XVI discorreu na audiência geral desta quarta-feira aos cinco mil fiéis reunidos na Sala Paulo VI do Vaticano. Para o Papa, o exemplo que o religioso deixou para os católicos é claro: é preciso um testemunho coerente da fé.

São Pedro Canísio nasceu no dia 8 de maio de 1521 em Nimega, na Holanda, e morreu em 1597 em Friburgo, na Suíça. Foi um dos primeiros discípulos de Santo Inácio de Loyola, ordenado sacerdote para a Companhia de Jesus em Colônia, na Alemanha. Canísio também fundou o Colégio de Praga e foi nomeado o primeiro superior dos jesuítas na província do Sul da Alemanha. No campo doutrinal, tornou-se famoso por ser o autor de “O Catecismo”, compêndio composto de perguntas e respostas inspiradas pela Bíblia e por obras completas sobre os Pais da Igreja.

Com uma notável reputação, intervém como teólogo no Concílio de Trento. Empenhou-se na adequada formação dos sacerdotes e na reforma religiosa e moral dos fiéis, assim como nas iniciativas pastorais, incluindo a assistência nos hospitais e nas prisões. Papa Leão XIII proclamou Pedro Canísio o “segundo apóstolo da Alemanha”. Foi canonizado e recebeu o título de Doutor da Igreja por Papa Pio XI.

Para o Papa Bento XVI, São Pedro Canísio “ensina com clareza que o ministério apostólico é incisivo e produz frutos de salvação nos corações somente se o pregador é testemunha de Jesus”. Isso porque, pondera o pontífice, Jesus Cristo estava no centro da vida de São Pedro Canísio, uma vida caracterizada pela amizade com Ele, instituída pela paz, pelo amor e pela perseverança.

Segundo Bento XVI, o mesmo precisam fazer os católicos modernos. Os cristãos, afirma o Papa, são chamados a serem testemunhas coerentes de Cristo e a “compor harmoniosamente a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido à cada pessoa”. Com empenho e fidelidade todo cristão deve ter “uma vida moralmente coerente e com uma oração incessante como o amor” e fundamentada pela participação na Liturgia e pela oração pessoal.

São Pedro Canísio – recordou, além disso, o Santo Padre – é também modelo do empenho pela liberdade religiosa através do ensinamento fiel da Sagrada Escritura e dos Pais da Igreja. “Em um momento histórico de fortes contrastes confessionais evitava a aspereza e a retórica da ira, algo bastante raro naqueles tempos nas discussões entre cristãos, de uma e de outra parte, e mirava somente à apresentação das raízes espirituais e à revitalização do corpo inteiro da Igreja”.

“Nisto se revela uma das características de Pedro Canísio: sabia harmonizar a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido a cada pessoa.” – disse o Papa na síntese em português, acrescentando que “todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos de permanecer unidos com Jesus e com a Igreja.”

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