O último Natal antes do regresso a casa para muitos anglicanos..

“Este será o primeiro Natal, em mais de cinquenta anos, em que não comungo”, explica John Broadhurst (na foto).A comunhão seria uma parte integral das celebrações natalícias para este bispo anglicano, que por esta altura, todos os anos, presidiria às celebrações nas paróquias ao seu cuidado. Mas este ano Broadhurst tem outros planos: “Vou participar nas cerimonias numa paróquia católica”, explica, reconhecendo porém que por não ser católico não poderá comungar.

Não se trata de um qualquer gesto ecumênico, é que este é o último Natal que o atual bispo de Fulham passará na Igreja Anglicana. No dia 1 de Janeiro John Broadhurst, e outros quatro bispos da Igreja de Inglaterra, serão recebidos na Igreja Católica.

A partir do momento em que anunciou a sua intenção de aderir ao ordinariato pessoal criado pelo Papa para anglicanos que queiram tornar-se católicos, o bispo de Londres, de quem é auxiliar, achou que não seria adequado exercer mais funções enquanto clérigo anglicano, pelo que Broadhurst diz, de forma bastante pragmática: “Na verdade, acho que o meu último Natal como anglicano foi o do ano passado.”

Para centenas de anglicanos que já tomaram a decisão de entrar para os diferentes ordinariatos que serão criados em diversos países, este será um Natal certamente diferente, o último antes de uma caminhada que tem tanto de emocionante como de incerto.

É o caso da comunidade de Mount Calvary, em Baltimore, nos EUA. Numa votação, a esmagadora maioria dos paroquianos, incluindo os dois padres que os servem, decidiu abraçar o Catolicismo.

O resultado é que este poderá muito bem ser o último Natal que passam na igreja onde eles e os seus antepassados se reúnem há mais de 150 anos, e onde hoje em dia se celebra a missa em rito tridentino mas em inglês do século XVI em vez de latim, um aspecto da liturgia anglicana tradicional que a comunidade levará consigo para a Igreja Católica.

“Ainda não sabemos se poderemos ficar com o edifício. Temos alguma esperança, mas só saberemos daqui a vários meses, por isso é um momento agridoce”, explica o padre Jason Catania.

Fonte: Blog Shalom – Carmadélio

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