O segredo da felicidade está na amizade com Jesus: recordou o Papa na audiência geral dedicada á mística alemã Santa Gertrudes

Humildade e fé, amor a Cristo e á sua Igreja, são as principais características de uma recta vida cristã: afirmou Bento XVI durante a audiência geral na Praça de S. Pedro, recordando a figura de Santa Gertrudes, a Grande, religiosa cisterciense alemã que viveu entre 1256 e 1302.

Dotada de grandes talentos naturais e de dons espirituais extraordinários – sublinhou o Papa – Gertrudes passou dos estudos liberais em que era excelente, aos estudos teológicos, e de uma vida que ela própria definiu indigna a uma vida de oração intensa, mística, com um ardor missionário excepcional.
Os seus ensinamentos – concluiu Bento XVI – não são só coisas do passado, mas esta vida permanece também hoje escola de vida cristã recta. Gertrudes, única mulher a merecer a merecer o apelativo de Grande, na Idade Média, ensina também aos cristãos de hoje que o centro da verdadeira vida é a amizade com o Senhor Jesus e que esta se aprende no amor pela Sagra Escritura, na liturgia, na fé profunda, no amor pela Virgem Maria, únicas actividades que permitem conhecer cada vez melhor o próprio Deus e portanto a verdadeira felicidade, meta da nossa vida.
Nesta audiência geral que viu a participação de cerca de 30 mil pessoas não faltaram palavras do Papa Bento XVI em português:
Queridos irmãos e irmãs,
Nos primeiros anos do século XIV, falecia no mosteiro de Helfta Santa Gertrudes, uma das místicas mais famosas e a única mulher da Alemanha a receber o cognome de “Grande”; com 5 anos de idade, entrara como aluna no mosteiro; e de aluna passou a monja. Mas, só aos 25 anos, teve lugar a sua «conversão»: nos estudos, com a passagem radical dos estudos humanistas profanos aos teológicos; e, na observância monástica, com a passagem de uma vida negligente a uma vida de oração intensa, mística, animada de grande ardor missionário. Então Gertrudes tivera a visão de um jovem que a guiava para fora da confusão que lhe oprimia a alma, tomando-a pela mão. Naquela mão, ela reconhece a marca daquelas preciosas chagas que aboliram todos os nossos pecados; reconhece Jesus, Aquele que na Cruz nos salvou com o seu sangue.
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para todos, em particular para os grupos do Brasil e de Portugal, da paróquia dos Milagres na Bidoeira. Este mês do Rosário incita-nos a perseverar na reza diária do terço; que, desta forma, as vossas famílias se reúnam com a Virgem Mãe, para aprender a cooperar plenamente com os desígnios de salvação que Deus tem sobre vós. Como encorajamento e penhor de graças, de coração vos dou a minha Bênção Apostólica.

Radio Vaticano

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