O Natal é a resposta à visão cientificística que quer negar a existência de Deus, diz Padre Cantalamessa

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 03-12-2010, Gaudium Press) A negação de Deus, como a que foi recentemente feita por Stephen Hawkins, é “a eafirmação do ateísmo científico militante”. O Natal “a antítese mais radical à visão cientificística”, disse hoje o padre Raniero Cantalamessa, no primeiro sermão do Advento falando da justa relação entre fé e ciência e também das relações entre o homem e o cosmos.

A partir de hoje e nas próximas três sextas-feiras o pregador da Casa Pontifícia refletirá sobre a nova evangelização. Os sermões, ao Papa e a membros da cúria, acontecem na Capela “Redemptoris Mater” no Vaticano.

“Quando contemplo o firmamento, obra de vossos dedos, a lua e as estrelas que lá fixastes: Que é o homem?”. Com estas palavras do Salmo 8, Padre Cantalamessa recordou que a fé se baseia em pressupostos que não são nem demonstráveis nem falsificáveis. A Igreja Católica manifestava sempre uma postura “nova e positiva” em relação à Ciência, afirmou. Isto é confirmado pela Pontifícia Academia das Ciências, na qual “eminentes cientistas do mundo todo, crentes ou não crentes, se encontram para expor e debater livremente as próprias ideias sobre os problemas de comum interesse para a ciência e para a fé”.

A ciência, como observaram os filósofos como Agostinho, Tomás de Aquino, Pascal, Kierkegaard e outros, “conduz a um ponto além do qual não pode mais nos guiar”. É cientificismo, uma concepção filosófica que “se recusa de fato a admitir como válidas as formas de conhecimento diversos daqueles que são próprios das ciências positivas”, recusando o conhecimento religioso, a teologia, e o saber ético e estético.

A recente declaração de Stephen Hawkins em seu último livro “The Grand Design” (O Grande Desenho), de que “a criação espontânea é a razão pela qual existe alguma coisa”, se coloca nos exemplos de “afirmação do ateísmo científico militante” iniciado por Richard Dawkins, autor do livro “God’s Delusion” (A ilusão de Deus).

Segundo o pregador da Casa Pontífice, a Igreja Católica recusa o cientificismo, mas isto não significa recusar a ciência. Tal ato “seria não fazer jus à fé, antes mesmo da ciência”, disse. Como exemplo de uma “postura aberta e construtiva” em relação à ciência, citou o Cardeal John Henry Newman, recentemente beatificado por Bento XVI em sua viagem à Inglaterra.

“A sua grande fé – lembrou o padre Cantalamessa – permitia a Newman olhar com grande serenidade as descobertas científicas presentes ou futuras”. Para o purpurado, a teoria de Darwin sobre a evolução era uma negação da criação.

A reevangelização requer uma exposição positiva da verdade como a de São Pedro, sempre “com doçura e respeito”, ponderou. “O Natal é a ocasião ideal” para recordar ao mundo “o patrimônio comum da cristandade” da encarnação do Verbo.

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