Maior carrilhão de sinos da América Latina volta a soar em SP

Os 61 sinos da Catedral da Sé, em São Paulo (SP) voltarão a tocar a partir das 18h desta quinta-feira, 16. Após passar por uma minuciosa restauração, o maior carrilhão da América Latina volta a funcionar em sua totalidade. O Arcebispo metropolitano, Cardeal Odilo Pedro Scherer, irá presidir uma Missa e, logo em seguida, direto da sacada da catedral, um organista tocará uma música para reinaugurar o carrilhão.

Segundo o cura da catedral, cônego Walter Caldeira, “o sino deve tocar o coração do povo, como sinal da presença de Deus” em seu meio, e ressaltou que é necessário que a presença de Deus seja sinalizada na cidade.

Ele acredita que os sinos tocando no centro da cidade irão “alegrar o coração das pessoas” e conta que a proposta é que os sinos toquem em momentos de oração, como nas horas da “Ave Maria” – 6h, 12h e 18h – e antes das celebrações, chamando o povo para a Missa.

Os horários em que os sinos irão tocar serão monitorados por um novo painel computadorizado, menor e mais moderno que o atual, que permite também programar as melodias a serem executadas pelos sinos.

Cônego Walter conta que a principal causa da paralisação dos sinos foi a falta de manutenção periódica. Atualmente, apenas um dos cinco sinos maiores estava tocando.

O destaque desse carrilhão é que cada sino possui uma nota musical exata, de maneira que é possível tocar músicas por meio de uma espécie de teclado manual ligado a martelos mecânicos. Além dessa estrutura, 35 sinos também possuem martelos eletro-mecânicos que são ligados a um teclado comum adaptado, permitindo que um organista possa tocar músicas com os sinos.

De acordo com o responsável pela parte estrutural da reforma, Marcelo Angeli, “os sinos passaram por limpeza, pintura, ajustes nos martelos mecânicos, reformas dos martelos eletro-mecânicos entre outros ajustes. Também foram trocados motores”.

Marcelo conta que uma das coisas mais difíceis do restauro foi a lavagem dos sinos, pois a altura, de cerca de 70 metros, dificultava a subida da água.

Os sinos chegaram ao Brasil em 1958, quatro anos após a inauguração da Catedral da Sé. O carrilhão de 61 sinos ocupa três andares de uma das torres da igreja. O maior dos sinos pesa 4,7 toneladas, com um badalo de aproximadamente 70 quilos.

Os primeiros reparos nos sinos aconteceram em 1980 e, durante a reforma da catedral, entre 1999 e 2000, houve uma pequena restauração nos cinco maiores sinos.

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