Cinco novos bispos receberam a ordenação episcopal das mãos de Bento XVI

Cinco novos bispos que exercitarão o seu ministério ao serviço da Santa Sé receberam a ordenação episcopal das mãos de Bento XVI, neste sábado de manhã, na basílica de São Pedro: Savio Hon Tai-Fai, chinês, 59 anos, salesiano, Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos; Marcelo Bartolucci, italiano, 66 anos, Secretário da Congregação para as Causas dos Santos; Celso Morga Iruzibieta, espanhol, 63 anos, Secretário da Congregação para o Clero; António Guido Filipazzi, italiano, 47 anos, Núncio Apostólico; e Edgar Peña Parra, venezuelano, 50 anos, Núncio Apostólico.

Na homilia, recordando uma vez mais a passagem dos Actos dos Apóstolos sobre a comunidade primitiva de Jerusalém – tema da recente Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, Bento XVI sublinhou alguns aspectos da missão episcopal, observando que “o Pastor não deve ser uma cana de um pântano que se inclina conforme o vento que sopra, um servo do espírito do seu tempo”…

“O ser intrépido, ter a coragem de se opor às correntes do momento, pertence de modo essencial à tarefa do Pastor. Não há-de ser uma cana de pântano, mas sim – segundo a imagem do Salmo 1 – ser como uma árvore que tem raízes profundas, nas quais permanece firme e bem fundamentado”.

“O que – precisou o Papa – não tem nada que ver com a rigidez ou a inflexibilidade. Só onde existe estabilidade existe também crescimento”. Recordado o cardeal Newman, com as suas três “conversões”. Ele dizia que “viver é transformar-se”. Mas – insistiu Bento XVI – “as suas três conversões e as transformações correspondentes constituem, contudo, um único caminho coerente: o caminho da obediência em direcção à verdade, em direcção a Deus; o caminho da verdadeira continuidade que precisamente assim faz progredir”.

“A fé tem um conteúdo concreto” – sublinhou depois o Papa, comentando a expressão “perseverar no ensinamento dos Apóstolos”. (A fé) “não é uma espiritualidade indeterminada, uma sensação indefinível pela transcendência. Deus agiu e falou, precisamente Ele. Fez realmente algo, disse efectivamente algo… Podemos contar sobre a estabilidade da sua Palavra”. “Estando em comunhão com os Apóstolos, permanecendo na sua fé, nós próprios estamos em contacto com o Deus vivo”.

“Caros amigos, é para este objectivo que serve o ministério dos Bispos: que não se interrompa esta cadeia (esta sucessão) da comunhão.
É esta a essência da Sucessão apostólica: conserva r acomunhão com aqueles que encontraram o Senhor de modo visível e tangível, mantendo assim aberto o Céu, a presença de Deus no meio de nós. Só mediante a comunhão com os Sucessores dos Apóstolos estamos também em contacto com o Deus encarnado”.

Vale também o contrário – observou o Papa: “só graças à comunhão com Deus, só graças à comunhão com Jesus Cristo, se mantém unida esta cadeia das testemunhas”.

“Nunca se é bispo sozinho – diz-nos o Vaticano II, mas sempre só no colégio dos Bispos. E isto não se pode confinar no tempo da própria geração. À colegialidade pertence o entrelaçar de todas as gerações, a Igreja viva de todos os tempos. Vós, caros Confrades, tendes a missão de conservar esta comunhão católica.
Sabeis que o Senhor encarregou são Pedro e os seus sucessores de serem o centro desta comunhão, os garantes do estar-na-totalidade da comunhão apostólica e da sua fé. Oferecei o vosso contributo para que permaneça viva a alegria pela grande unidade da Igreja, pela comunhão de todos os lugares e tempos, pela comunhão da fé que abraça o céu e a terra”.

Na sua homilia de ordenação de cinco novos bispos, Bento XVI comentou depois a “fracção do pão”, que caracteriza a comunidade inicial de Jerusalém, recordando que “a santa Eucaristia é o centro da Igreja e deve ser o centro do nosso ser cristãos e da nossa vida sacerdotal”. O Senhor, que se dá a nós e deseja transformar-me para fazer-me entrar numa profunda comunhão com Ele”, abre-me assim a todos os outros. De facto – fez notar o Papa – a fracção do pão exprime também o partilhar, o transmitir aos outros o nosso amor.

“A dimensão social, a partilha não é um apêndice moral que se acrescenta à Eucaristia, mas é parte dela… Estejamos atentos a que a fé se exprima sempre no amor e na justiça de uns para com os outros e que a nossa praxis social se inspire na fé; que a fé seja vivida no amor”.

Radio Vaticano

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