Bento XVI recebe bispos do Paraná em visita “Ad Limina Apostolorum”

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 05-11-2010, Gaudium Press) O Papa Bento XVI recebeu na manhã de hoje em uma audiência no Vaticano bispos do estado do Paraná. O Paraná compõe o Regional Sul 2 da CNBB, mais recente circunscrição eclesiástica do país a realizar a quinquenal visita “Ad Limina Apostolorum” a Roma, aos dicastérios e ao Sumo Pontífice. Desde o ano passado que o episcopado brasileiro, uma região episcopal por vez, realiza sua Ad Limina.

Faziam parte do grupo recebido hoje pelo pontífice os bispos: Dom Moacyr José Vitti, arcebispo de Curitiba e presidente do Regional, com seus auxiliares Dom João Carlos Seneme e Dom Rafael Biernaski; Dom Antônio Wagner da Silva, bispo de Guarapuava, com o emérito Dom Giovanni Zerbini; Dom João Alves dos Santos, bispo de Paranaguá; Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa; Dom Ladislau Biernaski, bispo de São José dos Pinhais; Dom João Bosco Barbosa de Sousa, bispo de União da Vitória; Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina; Dom Celso Antônio Marchiori, bispo de Apucarana; e Dom Getúlio Teixeira Guimarães, bispo de Cornélio Procópio.

Bento XVI iniciou seu discurso aos prelados, logo após saudar a introdução feita por Dom Moacyr, destacando a unidade da Igreja universal, a despeito de sua descentralização em países e, mais amiúde, regiões, arquidioceses e dioceses.

“Cada uma das vossas Igrejas particulares, queridos Bispos, é o generoso ponto de chegada de uma missão universal, o aflorar ‘aqui e agora’ da Igreja universal. Neste caso, a justa relação entre ‘universal’ e ‘particular’ verifica-se não quando o universal retrocede diante do particular, mas quando o particular se abre ao universal e se deixa atrair e valorizar por ele. Na ideia divina, a Igreja é uma só: o Corpo de Cristo, a Esposa do Cordeiro, a Jerusalém do Alto, esta Cidade definitiva que seria o objetivo mais profundo da criação querida como o lugar onde se realiza a vontade de Deus e a terra se torna céu. Recordo-vos estes princípios, não porque os ignoreis, mas porque nos ajudam a bem situar as pessoas consagradas na Igreja. Com efeito, nesta, a unidade e a pluralidade não só não se opõem mas enriquecem-se reciprocamente na medida em que procuram a edificação do único Corpo de Cristo, a Igreja, por meio do ‘amor que une a todos na perfeição'” (Cl 3, 14).

Neste sentido, o Papa explicitou aos bispos paranaenses a importância de fortalecer o carisma dos consagrados, como as instituições de vida monástica, as congregações religiosas, as sociedades de vida consagrada e os institutos seculares, pois ” a comunidade religiosa enriquece a Igreja de que é parte viva, antes de tudo com o seu amor”.

E uma das principais maneiras de fortalecer essas instituições, segundo o pontífice, e combater a diminuição dos membros e o envelhecimento de muitos em algumas delas, é dedicar-se à pastoral vocacional, com especial atenção aos jovens. “Se a vida consagrada é um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também a pastoral que visa promover as vocações à vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos”.

“A capacidade formativa de um Instituto, quer na sua fase inicial quer nas fases sucessivas, está no centro de todo o processo de renovação. ‘De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida inteira para permear toda a pessoa (…) e torná-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade. Assim entendida, a formação já não é apenas um tempo pedagógico de preparação para os votos, mas representa um modo teológico de pensar a própria vida consagrada, que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma participação na ação do Pai que, através do Espírito plasma no coração os sentimentos do Filho’ (Instr. Partir de Cristo, 15)”, expressou Bento XVI.

Ao final de seu discurso, o Santo Padre manifestou “viva gratidão” aos cleros locais brasileiros por seus trabalhos e recordou, em especial, os idosos, os doentes, os que passam por momentos de crise e solidão e os jovens que “pedem para se entregar na radicalidade do Evangelho”. Bento XVI encerrou sua fala invocando sua benção apostólica a todos.

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