Bento XVI na audiência geral dedicada a Santa Juliana de Norwich

Na sua catequese durante a audiência geral , o Papa falou sobre Santa Juliana de Norwich, mística inglesa que viveu nas proximidades de Londres no século XIV. Foi um período difícil caracterizado por guerras e problemas relacionados com o retorno do Papa de Avinhão para Roma.


“Santa Juliana foi uma das testemunhas que Deus não deixa de despertar num período de tribulação a fim de restaurar a paz, o amor e a alegria. Dedicou-se inteiramente à oração, meditação e estudo, adquirindo uma profunda maturidade humana e espiritual, sabedoria e grande compaixão pelos sofrimentos da humanidade. Tornou-se amiga de Deus e renomada conselheira”- frisou Bento XVI.

Uma das mensagens centrais de Juliana de Norwich, contidas no seu livro intitulado “Revelações do Amor Divino”, consiste na certeza de que somos amados por Deus e acudidos pela sua Providência.

“Deus é amor e só quem se deixa guiar por esse amor, experimenta a verdadeira paz e a verdadeira alegria” – sublinhou ainda Bento XVI. O Papa salientou que ainda hoje os mosteiros permanecem oásis de silêncio, paz e esperança, tesouros preciosos para a Igreja que lembram a primazia de Deus.
Estas as palavras do Santo Padre falando em português
Queridos irmãos e irmãs,
No ano de 1342, nasceu Juliana de Norwich, santa que é venerada tanto pela Igreja Católica como pela Comunhão Anglicana. Inspirada pelo amor divino, que a ela se manifestou em dezasseis visões, escolheu a vida de anacoreta, totalmente dedicada à oração, à meditação e ao estudo. Vivendo assim na companhia e amizade de Deus, cresceu nela um grande sentido de compaixão pelas tribulações e fraquezas dos outros. Homens e mulheres de todas as idades e condições procuravam devotamente o conselho e o conforto de Juliana; e ela, de viva voz e por escrito, em todos sabia acender o optimismo fundado na certeza de sermos amados por Deus e protegidos pela sua Providência. Se entregarmos a Deus os desejos mais puros e profundos do nosso coração, nunca ficaremos desiludidos; no seu amor, tudo resulta para o nosso maior bem.
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos vós. Da infinidade de coisas – tantas vezes duras – da vida, aprendei a elevar o coração até ao Pai do Céu, repousando no seio da sua infinita bondade, e vereis que as dores e aflições da vida vos farão menos mal. Com estes votos, desça sobre vós e vossas famílias a minha Bênção Apostólica.

Radio Vaticano

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