Bento XVI abre o Sínodo dos Bispos para Igreja no Oriente Médio com apelo à paz e à justiça

Na missa de abertura do Sínodo para o Médio Oriente, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, neste domingo, 10, o papa Bento XVI pediu um esforço comum das religiões e da comunidade internacional em favor da paz no Médio Oriente, recusando “qualquer expressão de violência”.

“Todos são chamados a dar o seu próprio contributo: a comunidade internacional, apoiando um caminho fiável, leal e construtivo em direcção à paz; as religiões mais presentes na região, promovendo os valores espirituais e culturais que unem os homens e excluem qualquer expressão de violência”, disse o Papa.

O Sínodo é uma assembleia consultiva de bispos que representam o episcopado católico, convocados para ajudar o Papa no governo da Igreja.

A Reunião

A Assembleia deve reunir 185 participantes até o dia 24 deste mes discutindo o tema “A Igreja Catolica no Oriente Medio: comunhao e testemunho. ‘A multidao dos fieis tinham um so coraçao e uma so alma’” (At 4,32). Do Brasil, participa o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do Conselho Episcopal Latino-americando, dom Raymundo Damasceno Assis.

Lembrando “a delicada e muitas vezes dramática situação social e política de alguns países”, o papa defendeu a necessidade de “favorecer as condições de paz e de justiça, indispensáveis para um desenvolvimento harmoniosos de todos os habitantes da região”.

A unidade das Igrejas católicas árabes também esteve no centro da intervenção do papa que uma maior “comunhão da Igreja Católica no Médio Oriente”.

“É a terra de Abraão, de Isaac e de Jacob; a terra do Êxodo e do regresso do exílio; a terra do Templo e dos Profetas; a terra em que o Filho Unigénito nasceu de Maria, ali viveu morreu e ressuscitou; é o berço da Igreja, constituída para levar o Evangelho de Cristo até aos confins do mundo”, disse.

Bento XVI destacou a importância de promover a unidade “no interior de cada Igreja, entre todos os seus membros” e nas relações com as outras Igrejas.

“Não obstante as dificuldades, os cristãos da Terra Santa são chamados a reavivar a consciência de serem pedras vivas da Igreja no Médio Oriente, junto dos Lugares santos da nossa salvação”, acentuou.

CNBB/Ecclesia

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