Ângelus: Papa diz que cristãos precisam preservar o mundo da corrupção

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 07-02-2011, Gaudium Press) Ao abordar o Evangelho do dia, “Vós sois o sal da terra (…). Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14), durante o seu discurso prévio à recitação do Ângelus, neste domingo, o Papa Bento XVI traçou um paralelo com a questão da corrupção e da lisura nas atividades humanas dos dias atuais.

Bento XVI explicou que, com as imagens do sal e da luz, Jesus quis passar aos seus discípulos o significado e a importâncias das suas missões e testemunhos. “O sal, na cultura do Oriente Médio, evoca diversos valores como a aliança, a solidariedade, a vida e a sabedoria. A luz é a primeira obra de Deus Criador e é fonte de vida. A própria Palavra de Deus é comparada à luz, como proclama o salmista: “Lâmpada para os meus passos é a Vossa palavra, luz para o meu caminho” (Salmo 119:105). E ainda na liturgia de hoje, o profeta Isaías diz:” se você der o seu pão ao faminto e matar a fome do oprimido, então a sua luz brilhará nas trevas e a escuridão será para você como a claridade do meio-dia (58,10).”

Assim, para o Papa, também os cristãos devem ser exemplos, “luz”, ante a sociedade, e “doar um novo sabor ao mundo” preservando-o da corrupção. “Os cristãos podem difundir em meio às trevas da indiferença e do egoísmo a luz do amor de Deus, verdadeira sabedoria que doa significado à existência e ao agir dos homens”, disse Bento XVI.

Recordando a festa em memória da Beata Virgem de Lourdes, no dia 11 de fevereiro, celebrada também como o Dia Mundial do Doente, o pontífice fez um apelo pela sensibilidade e pela solidariedade com os enfermos. Bento XVI ressaltou que “a ocasião é especial para refletir, rezar e despertar a sensibilidade das comunidades eclesiais e da sociedade civil para com os irmãos e as irmãs doentes”.

Bento XVI também falou sobre a “Jornada da vida” celebrada na Itália, e convidou a “fazer crescer a cultura da vida, para colocar no centro, em qualquer circunstância, o valor do ser humano”, porque a dignidade da pessoa é “irredutível nas suas capacidades ou nas capacidades que pode manifestar”, mesmo que esteja “fraca, inválida ou necessite de ajuda”.

Ao final da cerimônia, o pontífice citou a situação do Egito, abalado há duas semanas por violentos protestos contra o atual governo. “Nestes dias, sigo com atenção a delicada situação na querida nação egípcia. Peço a Deus que aquela terra, abençoada pela presença da Sagrada Família, encontre a tranquilidade e a pacífica convivência, no compromisso compartilhado pelo bem comum.”

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