Hillary Clinton tenta implantar o aborto através do 'direito reprodutivo'

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Vinte anos depois que os Clintons fracassaram em seus esforços para declarar um direito ao aborto, a senhora Clinton disse a uma opulenta multidão da ONU que a humanidade não pode avançar sem direitos reprodutivos.
hillary-clinton-onu-280211“Você não pode fazer progresso em igualdade de gênero ou desenvolvimento humano mais amplo sem proteger a saúde ou direitos reprodutivos das mulheres,” declarou ela. Clinton está inflexível na postura de que a saúde reprodutiva inclui o aborto.
A líder indiscutível na corrida para a nomeação presidencial do Partido Democrático de 2016 foi o destaque do Dia Internacional da Mulher na sede da ONU na sexta-feira passada, recebendo aplausos ensurdecedores de uma audiência endinheirada quando ela denunciou que a igualdade das mulheres ainda é “o maior trabalho do século XXI que não foi concluído.”
Direitos reprodutivos são o ponto de partida para uma bem-sucedida agenda de desenvolvimento, de acordo com a ex-secretária de Estado dos EUA que chamou isso de “verdade fundamental.” Muitos países não compartilham dessa verdade.
A conferência mais recente sobre desenvolvimento, realizada em 2012 enquanto Clinton era secretária de Estado dos EUA, não mencionou direitos reprodutivos, em vez disso frisando desenvolvimento social e econômico.
A polêmica sobre o termo já está atrapalhando as negociações para a agenda de desenvolvimento pós-2015, uma nova trama global para substituir as Metas de Desenvolvimento do Milênio que expiram em 2015.
O aborto ainda divide os partidos políticos até mesmo em países progressistas. A União Europeia não está unida na questão de direitos reprodutivos e aborto.
Na semana passada, a Noruega, a Irlanda, o Reino Unido, a Dinamarca, a Holanda e a Austrália repreenderam representantes do Quênia e Hungria por não incluírem direitos reprodutivos num relatório de progresso sobre as discussões da ONU acerca de metas de desenvolvimento sustentável. Dos 193 países, cinquenta e um mencionaram direitos reprodutivos durante as discussões, de acordo com eles.
O relatório foi designado como base para discussão adicional. Menciona saúde sexual e reprodutiva e omite o termo “direitos reprodutivos.”
Políticas de direitos reprodutivos têm canalizado bilhões de dólares para grupos que realizam ou promovem o aborto.
Poucos países esperavam esse resultado quando direitos reprodutivos foram mencionados numa conferência de desenvolvimento da ONU, em 1994. Reconhece-se que Hillary Clinton desempenhou um papel nos bastidores em fazer com que essa conferência endossasse direitos reprodutivos como um paradigma para o desenvolvimento, ao mesmo tempo em que ela fracassou em seus esforços para obter um direito ao aborto.
A maioria dos países em desenvolvimento concorda que homens e mulheres têm um direito de livremente casar e fundar uma família, e usar o planejamento familiar, mas permanecem indiferentes aos chamados de liberação sexual e autonomia sexual, muitas vezes caracterizados como sintomas da decadência ocidental e associados com múltiplos riscos de saúde.
Grupos preocupados com a melhoria da saúde materna, uma das Metas de Desenvolvimento do Milênio em que o menor progresso tem sido feito, se queixam de que os países que fazem doações financiam generosamente iniciativas de direitos reprodutivos enquanto iniciativas para salvar as mulheres no parto ficam para trás.
Medidas cruciais para melhorar a saúde materna, como assistência obstétrica de emergência e profissionais experientes de parto, recebem pouca atenção dos promotores de direitos reprodutivos que se preocupam mais com uma ampla agenda de autonomia sexual e liberação sexual.
Apesar das realizações de Hillary Clinton como a esposa de um poderoso político e em sua própria carreira, ela permanece uma figura polarizadora. À medida que sua campanha nas sombras para a nomeação presidencial do Partido Democrático para 2016 avança, ela pode estar colocando os olhos em mais uma chance para tornar o aborto um direito humano. Em 1994 como agora, permanece uma meta absurda.
Fonte: C-FAM.org

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