O que você procura?

Procura

O que você procura hoje em dia? Bens materiais? Um grande amor para recordar e vivenciar seus dias? Sucesso? Carreira? São tantas coisas supérfluas que procuramos que ocultamos o que trazemos na essência. Esquecemos do que é tão simples e tão fundamental: quem somos e o que trazemos no nosso coração. 

Vivemos em um mundo que todos estão acelerados para fazer algo, ou então encontrar, procurar alguém. Todos se trombam, se cruzam no trânsito, no ônibus, nos seus trajetos, no ambiente de trabalho, mas não necessariamente estão sintonizados.

Há tanto espaço entre nós que às vezes estamos perto e no mesmo local, mas não estamos conectados. Podemos ter exemplos disso dentro das nossas próprias famílias, casais, irmãos, namorados, grandes amigos. Estamos do lado ou na frente de alguém, mas não conseguimos captar os seus pensamentos, suas intenções e seu coração. 

Caro(a) leitor(a): já parou para pensar que muitas vezes nos encontramos desconectados da nossa mente, do nosso corpo e nem percebemos? Todavia, carregamos tantas coisas: problemas alheios, preocupações que nos roubam os dias, as horas e nos roubam de nós mesmos. São tantos afazeres que nem sequer nos deparamos com o que estávamos sentindo naquele momento em que agimos sem perceber, baseados nas nossas emoções momentâneas. 

Entretanto, comportamentos como esses vão fazendo de nós pessoas engessadas, doentes, e consequentemente agravam a autoestima, a confiança nas pessoas. Compreendemos que sempre tem que ser nós a resolvermos tudo a nossa volta. Surge então a desconfiança de relacionamentos, dos outros, e de Deus.

Paramos de acreditar que exista “Alguém “que possa fazer tudo isso parar, nos centralizar, nos descansar, mudar a nossa rota e nos fazer voltar. Desconexos, cansamos dessa procura, deixamo-nos vencer pelo cansaço.

A nossa alma começa a gritar e gemer por algo além dela, e incansavelmente começa uma procura do anseio do nosso coração para algo maior. E é aí que mora o grande perigo: por não saber muitas vezes o que o coração e a alma está gritando, caímos em procuras erradas. Começamos a nos maltratar e q fazer escolhas erradas. Pois cegos não conseguimos ver a verdade. 

Mestre, onde moras? 

Os dois discípulos ouviram falar e seguiram Jesus. Voltando Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais” Disseram-lhe: “Rabi onde moras? Vinde e Vede. (Jo 1-37-39)

O que será que os discípulos encontraram, que ao ter o seu primeiro, encontram com Jesus, tudo que era “importante” para eles ficam para trás? 

Caro(a) leitor(a), eles o seguiam. Curiosos, começam a se intrigar sobre onde Jesus morava, e Jesus percebe que eles estavam indo atrás d’Ele.  Repare que Jesus volta e os indaga, querendo que eles vissem que Ele os havia notado, e estava apto a responder o que sua alma clamava. E os faz um convite: “Vinde e vede!” 

A mensagem que Jesus quer nos passar e nos chamar atenção primeiramente nos indagando, que diante dos nossos dias, afazeres e preocupações, é o que procurais? Fazendo que notemos a sua presença e que mesmo que a gente não perceba, pois Ele está ali. 

Esses dois discípulos já tinham sido chamados para sua vocação, mas eles não entendiam o que significa, como se daria isso, quem os iria sustentar e o que seria deles depois dessa jornada. 

Jesus nos diz que eu e você já fomos chamados para uma vocação. Seja ela o matrimônio, celibato, consagrado, leigo, batizado. Perante as nossas curiosidade, receios, fragilidades e pecados, Ele caminha conosco, e volta para acolher, para acalmar e permanecer conosco. 

Prestemos atenção que, nesse dia, os discípulos ficaram com Ele, pois em todos os outros dias, antes e depois, era Jesus quem estavam com Eles, na mesma sintonia, dentro do coração. 

As almas deles então se enchem de harmonia, na mesma melodia do coração de Deus, o que tanto eles procuraram tinha se sessado. Haveria sim um grande caminho a percorrer com dúvidas, fraquezas, insegurança, mas aquilo que eles tinham provado era maior do que tudo o que os podia preocupar. O coração encontrou o seu lugar. 

Vinde e Vede

Venha e perceba que eu moro dentro de voz, no mais íntimo e mais profundo da sua alma, que não há lugar para eu descansar a cabeça, pois descanso me doando e cuidando de você. Pois meu amor é misericordioso, e espera por você todos os dias, todos os momentos. Meu querido(a) filho(a), eu vos amo e não há amor maior que o Meu. 

Ao rezar e escrever essas linhas, senti Deus falando essas palavras para você, querido leitor, que pode estar se sentindo meio perdido com tantas coisas a se executar, com dúvidas, com sofrimentos, mente cansada e preocupada, angustiados, vivendo sem sentido. 

Deus quer, através desse percurso, que você tenha coragem de vir e ver onde Ele mora, como é andar com Ele e permanecer, deixando para trás tudo o que rouba seus dias, tudo o que rouba de você mesmo, tudo nas mãos d’Ele. Sonhos, projetos, felicidades. O importante é que, com o conhecimento dessa morada, Ele se torne o centro, assim como tornou os dos discípulos. 

Indico que você continue a passagem dessa leitura e fixe seu olhar na alegria dos discípulos ao anunciar aos demais que encontram o Mestre. É assim que Jesus quer que você se encontre na alegria de não só encontrá-lo, mas escolher em ficar na presença Dele.

Vinde e vede e será saciado(a). 

Vinde e vede os sonhos que tenho para você, para sua casa, para sua família. 

Vinde e vede o meu coração, te trago para perto. 

Já não será mais chamado de servo, mas de amigos.

Caro(a) leitor(a), termino dizendo que nada do que você procura no mundo aqui fora é maior do que o coração de Deus reserva para você.

Desejo que o seu coração fique extasiado por sentir-se tão amado(a) e escolhido(a) por Ele. 

Fique com Deus!

Carla Gaspar
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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