O amor verdadeiro o leva para eternidade

Eternidade

A vida do homem é repleta de amores, desde a infância até a eternidade. Amamos um lugar, um alguém, um amigo, uma comida, uma música… não existe limite. Afinal, fomos criados para isso. Amar está em nossa configuração mais básica, no plano original de Deus, o motivo de, sequer, existir um Paraíso. Ele nos criou para amar na eternidade, porém, a partir do momento que o homem escolheu outro caminho, precisamos tomar cuidado com os amores que nos conquistam neste mundo.

A eternidade é o local em que encontraremos o Amor por excelência e viveremos como no princípio: amando e sendo amados pelo Pai sem nenhuma medida. Se esse é o destino da vida de todo ser humano, então qual o papel dos amores terrenos nessa história?

“Descobri que minha vocação é o amor!” É uma das frases mais marcantes de Santa Teresinha. Ela ansiava ardentemente pelo Céu e, portanto, fez a descoberta de que o único caminho para a eternidade, passa pelos amores desta vida. Eles são a nossa trilha, nossa rota e o que nos aproxima do Senhor, o próprio Amor por excelência.

Santa Teresinha fala sobre amar em todas as coisas. Porém, queria dar um destaque especial aos nossos afetos, afinal, a afetividade é o combustível que move nossos impulsos em direção ao Céu. Sem uma verdadeira purificação da afetividade, não somos capazes de, sequer, compreender a eternidade. Sem essa purificação, nossos desejos ficam desordenados e atiram-se para todos os lados, consequentemente, errando o alvo.

Afetividade ordenada

A partir do momento em que nosso destino é o Céu e nosso caminho é o amor, uma afetividade ordenada é essencial para que o sonho de Deus se cumpra. Desde uma amizade até um relacionamento amoroso, se eles não nos apontam para a eternidade, de que valem?

Os amores verdadeiros são aqueles capazes de nos levar até a santidade. Se eles nos roubam do caminho então não fazem sentido. Amores que param na carne, no prazer, no interesse, na conveniência, na falta de perdão, no ciúme, na dependência, na falta de paz… eles morrem por si só. Um amor que não transcende ao eterno não deve nem ser considerado amor. 

Para isso, é preciso que o Senhor seja o centro de todas as relações. Os desejos de se relacionar, de ter amigos, de ser comunidade vêm tudo Dele, foi Ele quem quis que fôssemos assim. Não fomos feitos para viver um amor desencarnado por Cristo, mas amar a Cristo através dos nossos irmãos. Nosso coração e afetividade precisam primeiro estar fincados no Amor por excelência para que nenhum dos amores terrenos roubem o lugar do principal, e sim, sirvam como trampolins para o Céu.

Não tire o foco. Não tire os olhos da eternidade, do tesouro que Deus preparou. Somente assim teremos a sabedoria para buscar relações que nos ajudem a ser mais Dele, e naturalmente, rejeitaremos aquilo que tira o que nos é precioso. O desejo do seu coração não é de viver um amor que morre em si mesmo, mas de viver um amor eterno diante de Deus.

Giovana Cardoso
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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