Celebrar Cristo Rei é celebrar o Amor Poderoso em nossas vidas. Amor que desce a miséria humana, para elevá-la. Um amor que deseja reinar em nossas inteligências, vontades e em nossos corações, a fim de realizar novas todas as coisas. “Jesus Se tornou o Rei dos séculos, o Senhor da história: apenas com a onipotência do amor, que é a natureza de Deus, a sua própria vida, e que nunca terá fim”. (Papa Francisco)
Súditos do império do Amor Poderoso
“Se todo o poder foi dado a Cristo Nosso Senhor no céu e na terra; se os homens, resgatados pelo seu sangue preciosíssimo, se tornam, com novo título, súditos de seu império; se, finalmente, este poder abraça a natureza humana em seu conjunto, é claro que nenhuma de nossas faculdades pode se subtrair a tão alta soberania.”¹
Sim, é loucura pensar e viver fora do reinado de Cristo. Como observamos no mundo atual, os frutos da renúncia a esse reinado é o vazio, o desespero, o terror, o ódio, a insatisfação… É somente Nele que encontramos o sentido e a força necessária para superarmos os nossos desafios diários e principalmente, para alcançarmos o Céu.
Como diz o salmista: “Eu levanto os meus olhos para os montes: de onde pode vir o meu socorro? “Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra!” (Sl. 120, 1-2). Com Cristo Rei não somos escravos do mundo ou das situações, mas senhores.
Rei do Universo
A solenidade de Cristo, Rei do Universo, que celebramos neste domingo, foi instituída em 1925, pelo Papa Pio XI, por meio da encíclica Quas Prima. A festa além de coroar o fim do ano litúrgico, surgiu como resposta e remédio ao laicismo, e aos regimes anticristão. Um forte momento de exaltação de Cristo como Rei, soberano sobre todas as coisas.
O Rei nos atrai
“Cristo exerce a sua realeza atraindo a Si todos os homens pela sua morte e ressurreição (218). Cristo, Rei e Senhor do universo, fez-Se o servo de todos, pois «não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida como resgate pela multidão» (Mt 20,28).”(CIC, 786).
Um reinado que contempla todas as criaturas como descreveu o Papa Leão XII:
“Seu império não abrange tão só as nações católicas ou os cristãos batizados, que juridicamente pertencem à Igreja, ainda quando dela separados pelo erro ou pelo cisma: estende-se igualmente e sem exceções a todos os homens, mesmo alheios à fé cristã, de modo que o império de Jesus Cristo abarca, em todo rigor da verdade, o gênero humano inteiro”²
É um império que alcança a todos. É um império que nos toca em nossa individualidade. Precisamos reafirmar a realeza de Cristo todos os dias em nossa vida, rompendo com toda a indiferença, egoísmo e orgulho. O Amor poderoso tudo pode governar!
Deus abençoe!
Andressa Aparecida da Silva
Consagrada da Comunidade Pantokrator
REFERÊNCIAS:
1. Encíclica Quas Prima, sobre Cristo Rei, 34.
2. Idem Ibidem, 14.



