Como fazer com que seus filhos participem bem da Missa?

Missa

Tão pequeninos, ao olhá-los queremos apertar e nunca mais soltar. São lindos em suas particularidades: alguns gordinhos e bochechudos, outros magrinhos e compridos, tão lindos… jamais imaginaríamos o que essas pequenas crianças são capazes de fazer em uma hora de Missa, não é? 

Você, querido leitor, que é pai ou mãe, ou você que já esteve responsável por uma criança durante esse momento, aposto que pensou: “Participei da Missa mais longa da minha vida!” Acertei? E não tenho dúvidas de que isso não foi verdade. De fato, uma maratona costuma dar sensação de desgaste e exaustão…

Quando meu esposo e eu tivemos nosso primeiro filho, meu sonho era poder irmos todos à Santa Missa. Imaginava que nos sentaríamos bem arrumados e participaríamos desse momento tão importante da nossa fé com calma e tranquilidade… ledo engano! 

Sabe a criança relatada acima? Então, ela não foi a minha! Meu pequeno menino estava mais para um grande terremoto. Talvez estivesse confundindo os bancos com gangorras e os corredores com um parquinho!

E aquela criança que se joga ao chão? Que fala alto e, quando repreendida, inicia aquele choro? Em fração de segundos, o pequeno já está subindo o presbitério? Pois bem, esse era meu pequeno! Me tirando do meu sonho encantado e me colocando na realidade!

E qual era essa realidade?

A realidade é que nossas crianças são… crianças! Parece lógico, mas muitos de nós, pais, queremos que nossos pequenos se comportem como verdadeiros adultos! E acabamos cedendo a diversos “truques” que, ao final, mais atrapalham do que ajudam – como dar o celular com “joguinhos” ou levar um verdadeiro “piquenique”, para que eles se entretenham comendo.

Geralmente, já cansados, acabamos por seguir algum desses caminhos:

1°- Deixamos que eles façam o que quiserem. (“Com o tempo eles aprenderão…”).

2°- Paramos de ir à santa missa!

Esse texto tem o intuito de apresentar um terceiro caminho: o caminho que nossa família trilhou com nossos filhos. Porque, depois do meu primogênito, vieram mais dois. E convenhamos, seria impossível levarmos 3 pequenos terremotos para esse momento tão sublime, não é mesmo?

Humildemente, quero dividir aqui algumas dicas que funcionaram bastante conosco. E espero que com você, caro leitor, elas tenham esse mesmo efeito positivo.

Cinco dicas para conseguir participar com seus filhos da Santa Missa 

Antes de darmos início às nossas dicas, precisamos compreender que nossas crianças não são miniadultos, ou seja, elas ainda não entendem quão importante é esse momento. Não podemos esperar que compreendam a profundidade da liturgia ou do Santo Sacrifício, nem que eles participem ativamente. O que podemos fazer é condicionar nossos pequenos através de alguns comportamentos repetidos – que se iniciam antes mesmo de ir à igreja.

Para me fazer mais clara, vamos às dicas?

  • Momentos de oração.

Uma coisa que começamos a fazer aqui em casa foi iniciar uma rotina de orações juntos do nosso filho. Com a ajuda dele, montamos um pequeno altar na nossa sala – local que adornamos com velas, imagens e água benta, e no qual fazemos as orações. Não é difícil começar a rezar com as crianças: um bom início é ensiná-los a repetir as palavras.

Nós ensinamos o nosso menino a se comunicar com Deus (do jeito dele) e, acima de tudo, fizemos com que ele se familiarizasse com o clima de oração, isto é, mostramos que, quando rezamos, precisamos nos manter calmos, sem correrias, precisamos falar baixinho. Fomos introduzindo dia após dia condutas que queríamos que ele desenvolvesse durante a Santa Missa. 

  • A Missa se inicia em nosso lar.

Se faz necessário ter uma programação para antes das Missas. Sair correndo com nossas crianças porque estamos atrasados, ou acordá-los abruptamente, vesti-los às pressas e sem zelo… tudo isso acaba por agitá-los e transmite (mesmo inconscientemente) a mensagem de que esse momento é como outro qualquer. 

Aqui em casa temos vestimentas “especiais” que são próprias para a Santa Missa (no domingo de manhã, os meninos já sabem qual é o sapato daquele dia). Nós programamos já no dia anterior qual Missa frequentaremos, o horário de despertar, a ordem de arrumação, etc. Assim, já deixamos “no jeito” tudo o que precisaremos para não fazer nada na correria. 

E durante todo o processo do acordar, vestir e sair, vamos lembrando as crianças sobre o dia em que estamos (“o dia do Senhor”), que Domingo é um dia especial (por isso as roupas bonitas), que iremos agradecer a Jesus na Sua casa (não no altar da sala), que para isso precisamos nos preparar e nos comportar. 

  • Escolher o melhor horário, local e assento.

Essa dica está bem ligada à anterior. Cada criança é única, cada criança tem suas particularidades. O que elas têm em comum é o fato de que precisam estar alimentadas e descansadas para conseguir compreender melhor o que o adulto espera delas. Se temos uma criança com sono ou com fome, já temos alguns obstáculos que serão difíceis superar caso haja alguma intercorrência durante a celebração. 

Então, se faz necessário encontrar o melhor horário para a sua realidade familiar. O local é de grande ajuda também! Se as suas crianças ainda estiverem em fase de adaptação e você os leva a uma missa com muitas crianças correndo e brincando, é evidente que será difícil conter seus filhos. 

O local da participação da nossa família neste momento é o “pulo do gato”. Ao sentarmos mais à frente na igreja, deixamos em destaque o altar e diminuímos a possibilidade de eventuais distrações na assembleia. Isso auxilia, inclusive, as crianças mais velhas a perceberem os gestos do padre e as sutilezas da liturgia.

  • Não levar/dar nenhum brinquedo, comida ou eletrônico durante a Santa Missa.

Lembra da dica que falei sobre mostrar aos nossos pequenos que esse momento não é como qualquer outro? As crianças precisam criar uma mentalidade de que aquele momento é tão “diferente” que não se pode comer ou brincar. Sobre os eletrônicos, especialmente, é fato que eles acabam por agitar ainda mais nossos filhos, transmitindo uma mensagem de que o “virtual” é mais importante do que o sacrifício real que se dá sobre o altar.

  • A Santa Missa termina no lar.

Deixo aqui minha última dica: não se esqueça de elogiar e fazer festa com seu filho a cada participação mais adequada dele nesse momento. Sempre que voltarem da Santa Missa, dê esse feedback para a criança, pontue de maneira simples e clara se ela fez algo que não foi legal (focando, porém, mais no positivo do que no negativo).

Espero ter deixado nesse texto, meu caro leitor, uma luz para iluminar esses momentos que podem nos tirar a paz.

Que não nos esqueçamos que cabe a nós, os pais, zelar pelo ensino e pela instrução das pequenas almas que nos foram confiadas – e Deus nos concede a graça necessária para isso. 

Que Deus te abençoe!

Angélica Baruchi Libório
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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