Após a Anunciação, Maria saiu apressadamente para auxiliar a sua prima Isabel e levar o bem mais precioso que possuía: Jesus. Recentemente, recebi a visita de missionários salesianos. Jovens que dedicaram o período das férias para levar Cristo às famílias.
Durante o encontro, lembrei também das missões realizadas pela Comunidade Pantokrator e da importância de apresentarmos a face de Cristo ao mundo. Como é lindo ver essa beleza dos Carismas: cada um com seu chamado, mas todos com desejo de evangelizar. A missão faz parte da essência da Igreja.
Direito de conhecer as riquezas de Cristo
“A fé exige a livre adesão do homem, mas tem de ser proposta, já que « as multidões têm o direito de conhecer as riquezas do mistério de Cristo, nas quais toda a humanidade — assim o acreditamos nós — pode encontrar, numa plenitude inimaginável, tudo aquilo que procura, às apalpadelas, a respeito de Deus, do homem, do seu destino, da vida e da morte, da verdade (… ) É por isso que a Igreja conserva bem vivo o seu espírito missionário, desejando até que ele se intensifique neste momento histórico que nos foi dado viver”.¹
Não impor barreiras
Não temos que ter medo de apresentar a Cristo a todos que passam pelo nosso caminho. É o nosso dever e também é um direito que não podemos negar. Seja no trabalho, na faculdade, nas atividades de lazer, nas amizades, tudo pode ser ocasião para expressar as maravilhas do Deus Poderoso.
Muitas vezes, andamos distraídos com tantas coisas, em outros momentos é o nosso preconceito e indiferença que limita a ação de Deus. É preciso sair do nosso egoísmo e fechamento.
O agir do Espírito Santo
“Na verdade, se Cristo morreu por todos e a vocação última do homem é realmente uma só, isto é, a divina, nós devemos acreditar que o Espírito Santo oferece a todos, de um modo que só Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao Mistério Pascal”.²
O que é reafirmado no Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 852: “O protagonista de toda a missão eclesial é o Espírito Santo”. É Ele que conduz a Igreja pelos caminhos da missão. E esta “continua e prolonga, no decorrer da história, a missão do próprio Cristo, que foi enviado para anunciar a Boa-Nova aos pobres. É, portanto, pelo mesmo caminho seguido por Cristo que, sob o impulso do Espírito Santo, a Igreja deve seguir, ou seja, pelo caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação de si mesma até à morte – morte da qual Ele saiu vitorioso pela ressurreição” (350). É assim que “o sangue dos mártires se torna semente de cristãos”.
Sejamos generosos, da mesma forma que um dia fomos conquistados por Cristo, e deixemos o Espírito Santo agir!
Referências
1.CARTA ENCÍCLICA REDEMPTORIS MISSIO DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II SOBRE A VALIDADE PERMANENTEDO MANDATO MISSIONÁRIO
Andressa Aparecida da Silva
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator



