A nossa alegria está em depender de Deus

alegria

Quem já não presenciou a alegria de uma criança ao ser erguida pelo seu pai e lançada nas alturas. São muitas gargalhadas, gritos e sorrisos. Quem vê de longe tem até calafrios, mas a criança está tranquila nos braços do pai. Deus nos convida a sermos pequenos, dóceis e dependentes para que Ele possa nos conduzir à verdadeira felicidade.

Não tenhas medo

A exemplo dessa criança, Deus quer nos elevar! E para isso, precisamos nos abandonar confiantes na sua misericórdia e bondade. O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, “Alegrai-vos e Exultai” nos revela: “Não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida, nem alegria. Muito pelo contrário, porque chegarás a ser o que o Pai pensou quando te criou e serás fiel ao teu próprio ser. Depender d’Ele liberta-nos das escravidões e leva-nos a reconhecer a nossa dignidade”(1).

Depender é caminhar com Cristo e se alimentar diariamente da vontade do Pai. É assim,  o encontro da nossa fragilidade com a força do Todo Poderoso. “Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita Sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera” (Sl 1, 1-3).

Na alegria de ser de Cristo e estar com Cristo

Precisamos estar enxertados em Cristo, recebendo toda graça necessária para vencer as batalhas, suportar os sacrifícios e viver todo o bem. Ele mesmo disse: “Sem mim nada podeis fazer”(Jo 15,5). Tantas vezes, caímos na cilada de caminharmos sozinhos, guiados pela nossa própria vontade, seduzidos pelo nosso orgulho. Esse vai minando toda a nossa alegria, e em vez de voarmos como filhos de Deus, começamos a rastejar, devido ao peso dos nossos apegos.

Sem humildade não conseguimos avançar: “A falta dum reconhecimento sincero, pesaroso e orante dos nossos limites é que impede a graça de atuar melhor em nós, pois não lhe deixa espaço para provocar aquele bem possível que se integra num caminho sincero e real de crescimento. A graça, precisamente porque supõe a nossa natureza, não nos faz improvisadamente super-homens. Pretendê-lo seria confiar demasiado em nós próprios” (2).

É necessário, portanto, reconhecer a nossa natureza limitada e pedir a força do Pai a cada momento de nossas vidas. Além disso, precisamos renunciar tudo aquilo que nos distancia da vontade de Deus. Que peçamos a graça ao Espírito Santo, que Ele nos mostre o que precisamos abandonar por amor a Deus e seu Reino. Tenhamos coragem! “No fundo, como dizia León Bloy, na vida existe apenas uma tristeza: a de não ser santo” (3).

Andressa Silva
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

(1) Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, 32

(2) Ibidem, 50

(3) Ibidem, 34

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